Quando era miúda, aí com os meus 13 anitos, apareceu a moda das saias étnicas e compridas, um pouco à semelhança do que vemos hoje em dia. Claro que na minha inocência de teenager inconsciente decidi usar uma… da minha mãe. Ora, eu agora tenho 153cm… na altura a coisa ainda era mais crítica, ou seja, saias compridas a mim não me ficam bem… e, por outro lado, a minha mãe é maior do que eu… ou seja, a saia não me ficava comprida, ficava-me muito comprida. Mas a Radiante é tipo o McGyver da coisa e arranja sempre solução para tudo. Há que dobrar a parte do elástico, assim matam-se dois coelhos de uma vez só… ficava mais curta e como passa a ter mais tecido à volta da cinta, também já não me caía pelas pernas abaixo…
Olho para o espelho e sinto-me fabulosa com a saia da moda. À semelhança do que ainda hoje acontece (com as miúdas de hoje em dia), as amigas, quando chego à escola, elogiam-me e dizem-me que estou mesmo gira e coisas do género e até um miúdo que me adorava ganha coragem e diz-me que estou linda. Tudo perfeito. No preciso momento em que me aproximo do grupo onde estava o rapazito de quem eu gostava alguém me pergunta “Vestiste as cortinas?”.
Ter 13 anos é duro.
Bolas que os putos são mesmo cruéis. E ate digo mais, nessa mesma altura usava-se leggins (vulgo calças de malha justas, que isto de se chamarem leggins é novidade) e claro que eu tinha, até tinha dois pares (umas eram brancas, minha gente, sim, leram bem, eram brancas!!!) e usava com ti-shirts largueironas e compridas e rockeiras e camisas (roubadas ao pai) abertas… mas não é que o mesmo idiota me resolveu perguntar se tinha ido de pijama? Ó pá, o raio do miúdo tinha gosto em tentar deitar-me para baixo, não que isso me fizesse mossa, mas a verdade é que ainda hoje me lembro de ambas as frases. Que irritação! A verdade é que sempre que vejo saias compridas e esvoaçantes penso no raio das cortinas. Não é por mal, e juro que fica bem a muito boa gente e eu gostava muito que me ficassem bem a mim, mas são cortinas…