Os sabichões irritam-me

Esta poderia ir para o top 10 da irritação, ou até para o top 1000, mas como é uma irritação tão específica vai ter direito ao seu próprio espaço.

Detesto quando as pessoas acham que sabem tudo e que só ficam satisfeitas quando a sua opinião é a única que prevalece. A essas pessoas, desde já o meu “Fica lá com a bicicleta!”, porque eu não embarco nesses esquemas.

Sou uma pessoa que gosta de pensar sobre as coisas e que gosta de ver as várias perspectivas sobre os assuntos em que pensa. Irritam-me as pessoas que se limitam a ver um lado da questão e que nunca se colocam os sapatos dos outros. É muito bonito mandar postas de pescada sem nunca ver o outro lado, mas nem sequer imaginar que pode existir um outro lado é algo que me tira do sério.

Sim, é verdade, gosto de ter sempre razão, quem não gosta? Mas quando erro, erro! Peço desculpa pelo erro, peço ajuda para melhorar se precisar dela e avanço na vida com mais uma lição! E olhem que já levei muita lição na vida, lá por gostar de ter sempre razão, infelizmente, não significa que tenha sempre.

Mas irritam-me mesmo aquelas pessoas que me tratam de forma condescendente por acharem que ao terem razão são superiores ao comum dos mortais. Irrita-me mesmo muito! Irrita-me quando as pessoas acham que a vida se resume a batalhas de razão onde se ganha ou perde a vida.

Por isso é que entro logo com o “Fica lá com a bicicleta!”, porque há pessoas e pessoas e quando me deparo com gente que só olha para o seu próprio umbigo ignorando que há mais mundo para lá de si própria, nem me dou ao trabalho de me estar a aborrecer e a perder tempo com pessoas que não o merecem.

Ignorante nunca é aquele que não sabe, é aquele que não pergunta. E mais ignorante ainda é aquele que não quer saber.

Haja santa paciência para aturar isto!

Esta vida são dois dias e se um já vai na conta, será que quero mesmo passar o segundo dia a provar que tenho razão? Não há nada mais interessante para se fazer? Aliás, o verão voltou – foi de tanto o ameaçar aqui -, podem sempre ir à praia ao final do dia…

30 de Setembro de 2011Permalink 10 Comments

As famílias são todas difíceis, ponto final.

No outro dia estava no restaurante com o marido e na mesa em frente à nossa estava um casal na casa dos sessentas e um miúdo aí com sete ou oito anos. Suponho eu que fossem avós e neto. Tudo indicava uma família aparentemente normal – se é que isso existe – até que chegou uma mulher com os seus quarentas –  que eu suponho que fosse a mãe do catraio - e deu um beijo ao miúdo e disse-lhe “Já comeste? Vamos embora.” e foram. Suponho que fossem os sogros dela. Nem “olá”, nem “obrigada por estarem com o meu filho”, nem “quanto devo da comida dele?”, nem “até logo”, nem nada.

Façamos uma pausa aqui. Todas as famílias – tanto quanto sei, pelo menos – são difíceis, todas têm as suas idiotices, todas cometem erros. Certo. A senhora até podia ter alguma razão para tratar assim as outras duas pessoas na mesa com o filho, a senhora até podia ser uma vítima no meio de toda esta situação, concordo. Não conheço a história por trás da história, nada sei sobre aquela família específica, certo. Mas sei que estava num local público e a senhora não tem de se apaixonar pelos sogros porque não casou com eles e porque no fim do dia - à partida – não é na casa deles que tem de ir dormir. Ora, custava muito um “Olá… Boa noite” Por muito difícil que seja uma situação isso pode-se dizer, ou estou enganada?

Tudo isto enquanto o pai – suponho que filho dos senhores que estavam sentados à minha frente – esperava no carro à porta.

E pior, porque ponho-me a fazer filmes e a imaginar coisas, e se realmente aquele filho não queria falar com os pais por algo grave e mandou lá a mulher buscar o filho, mas e se também ela foi apanhada pela situação? Mas o miúdo não deve ser mantido afastado dos avós, porque lhe faz bem estar com eles e então pode ter sido a melhor solução arranjada.

Concordam comigo? Será que todas as famílias são difíceis à sua maneira?

Há gente doida…

Post scriptum: só para acrescentar que hoje vi o filme “A Órfã” e como tal, todas as ideias sobre famílias estão baralhadas… comentário do marido “já viste se quiséssemos adotar uma criança e nos aparecesse uma assim?`”. Conclusão óbvia: não pode ver filmes de terror…

29 de Setembro de 2011Permalink 6 Comments

Idiotices facebookianas

Hoje fui, como todos os dias, até ao meu amigo-inimigo facebook e eis que me deparo com mais uma idiotice. Mas esta ainda consegue superar todas as outras porque simplesmente é dizer no facebook que se está lá, mas não se quer estar. É uma situação um pouco esquizofrénica e de quem sofre, claramente, de disturbio bipolar ou de dupla personalidade ou algo que o valha.

Passo a explicar antes de apresentar a bela da pérola:

Eu tenho uma conta facebook, certo? (Por acaso é errado, tenho duas a minha pessoal e da Maria Radiante, mas adiante) Certo! E quando lá vou tenho plena consciência de que aquilo que eu lá colocar vai ser lançado ao mundo, certo? Certo. E sei que aquilo que eu lá lançar ao mundo vai mesmo chegar ao mundo, certo? Certo. Estão comigo, ainda? Ninguém se perdeu? Nada? Tudo certo até agora? O.k., continuemos a digressão. Se eu quiser dizer uma coisa ao meu primo e não quiser que toda a gente a saiba, o que é que eu faço? Hipótese A: telefono-lhe, mando-lhe mensagem, vou a casa dele.  Hipóteses B: coloco no mural do facebook dele.

Fiquei muito indecisa e não consigo decidir sozinha, mas acho que estou mais indicada para escrever no mural do facebook dele. É que sabem, agora há um texto que se cola no mural para pedir às pessoas que deixem de seguir os meus comentários e gostos, como tal, todas as pessoas que virem este texto vão respeitar a minha privacidade pública no facebook. Sim, porque eu estou a escrever coisas no facebook para todo mundo ver, mas as pessoas vão respeitar a minha opinião de que aquilo que eu escrevo é só para os olhos de alguns e nem todos são merecedores das minhas palavras.

Ó pá! Mas estas pessoas cairam quando eram pequenas e bateram com a cabeça ou foi só desde que começou a febre facebook que o cérebro aqueceu demais e queimou os neurónios? A sério?

Vou trancrever a pérola, nem vou esperar mais:

“IMPORTANTE: Façam-me um favor e posicionem o rato por cima do meu nome, aqui, espera que apareça uma caixa e depois carrega no link “subscrição efectuada”. Depois retira o visto nos “comentários e gostos”, pois eu preferia que os meus comentários aos meus amigos e família não fossem publicitados. Obrigado! Depois publica este aviso se não queres que toda a gente saiba o que andas a fazer e que aparece na caixa aqui ao lado. (para todos os meus amigos do fb) Obrigada.”

A sério? É hoje que não me aguento e corto mesmo  os pulsos!

Se não querem que todo o mundo saiba da vossa vida, não a exponham no facebook!

E mais, até vos digo que até já lá estou a fazer o que o texto manda porque fazer isto é sinónimo de se ser uma pessoa privada. Privada e idiota! Em primeiro lugar se eu não quero que vejam as minhas publicações, não as publico no facebook, em segundo lugar, se caio no erro de, mesmo assim, fazer uma idiotice dessas, posso sempre apagar o comentário, terceiro, se mesmo assim eu for rapariga que não aprende com o erro, posso sempre ir às definições da minha conta e alterá-las, quarto, certamente, se me exponho no facebook, não vou ser indelicada ao ponto de dizer ao resto do mundo “Ide todos àquela parte, porque as coisas que eu escrevo são só para amigos e família, não é para os olhinhos de um qualquer idiota que eu aceitei para estar na minha página só porque é fixe ter muitos amigos…” Acho uma falta de respeito para com as pessoas que temos na nossa página. Desde já aviso que na página da Maria – e na minha – não vão ver nada destas pseudo-tretas! Eu quero é mesmo que vejam tudo o que escrevo, por isso publico no facebook!

Só me apetece ir comentar nos murais de toda a gente que colocou a pérola escrevendo algo do género: “Eu sou tua amiga desde que aceitaste o meu pedido de amizade aqui no facebook, por isso não preciso de fazer o que pedes…”.

Um bocadinho esquizofrénico não? Das duas, uma: ou é suposto só termos quem conhecemos no nosso facebook, ou se temos mais pessoas para além dessas, temos de crescer e compreender e aceitar as consequências, certo? Andar a aceitar e a convidar toda a gente pode ter conclusões menos desejáveis, como esta. Pois, pelos vistos temos facebook para mostrarmos que somos modernos  e para mostrarmos, acima de tudo que temos muitos amigos, mas no fundo temos tão poucas amizades verdadeiras na nossa página que descemos mais baixo que o chão só para lá termos um número. Existência triste.

28 de Setembro de 2011Permalink 9 Comments

Treinadores… de bancada

No fim de semana, em conversa com amigos, surgiu a temática óbvia quando homens que gostam de futebol se juntam: dicas sobre como treinar os clubes de futebol. Ora, imediatamente disse que seria tema para o Maria Radiante e o marido ficou a pensar que seria o tema que eu iria tratar no próprio dia. Mas não o fiz. Eis que hoje chega a casa e me diz: “Hoje já li o teu post.” ao que eu respondi incrédula, uma vez que só lê quando o obrigo, “A sério? Já?” a resposta dele deveria ser sobre o que eu escrevi, certo? Errado! A resposta foi esta: “Não escreveste sobre os treinadores de bancada :( !” – sim ele fez a cara triste, por isso é que vai com esse smile. E, armado ele próprio em Radiante ainda atirou: “Podias dizer que qualquer treinador de bancada gostaria de ser como o Mourinho, mas que nunca se ouviu alguém dizer que queria ser como o Jesus… deve ser por ele mastigar a pastilha elástica de boca aberta durante os jogos”. Ora digam lá se eu não escolhi bem o marido? Até é radiante como eu e tudo! Tenho de admitir que esteve muito bem.

Mas depois de toda esta conversa com ideias à mistura e tudo mais, tenho mesmo de lhe fazer a vontade e escrever sobre os treinadores de bancada. Convenhamos, ele hoje leu o meu post porque estava à espera que eu tivesse escrito sobre algo de que ele gostava.

A bola está do meu lado por isso vou chutá-la. Porque raio de motivo é que tudo que é homem que gosta de futebol tem sempre a mania que sabe mais do que o treinador do seu – ou de outro – clube? Acham normal? É que isto é como ter filhos. Ou seja, eu até posso dar a minha opinião sobre o que uma determinada mãe deveria fazer com o seu rebento, mas na realidade, é ela quem melhor conhece as condições que a criança tem ou deixa de ter, certo? Lá está, os jogadores e os treinadores funcionam da mesma maneira. Os senhores treinadores de bancada até podem achar que o treinador cometeu um erro crucial ao trocar determinado jogador durante a partida, mas só o treinador sabe se esse jogador não estaria, por exemplo, a jogar lesionado. Isto é tudo muito bonito, mas nem todos temos jeito para as mesmas coisas. Eu não teria o mínimo jeito para treinar uma equipa de futebol – a menos que só me encarregassem da parte de mandar neles, aí era um peixinho dentro de água – e às vezes, muitos dos treinadores de bancada também não passariam do primeiro dia. É preciso saber muito mais do que meia dúzia de táticas. Digo eu, que, em última análise, não percebo muito disto. Sei que o marido gostava de ser treinador, mas só o pensamento de ter de começar a carreira com as camadas jovens – subentenda-se, dos putos – dá-lhe vontade de fugir a sete pés! Não sei porquê… aquilo que eu costumo ouvir no telejornal é que trabalhar com crianças e adolescentes  é muito fácil… ou não…

27 de Setembro de 2011Permalink 4 Comments

Tenho saudades da minha técnica de unhas de gel

Ai que eu de caminho atiro-me para o chão e faço birra!!! Ai que eu já não posso mais!!!

Quem me conhece sabe, quem não me conhece passa a saber. Sou uma roedora de unhas – só das minhas! - viciada e perdida para o vício. Desde antes do casório que decidi que esta história tinha de ter um final feliz e decidi começar a pôr unhas de gel. Desde então que as uso. Não, nunca tive problemas de unhas partidas – a não ser por minha culpa quando decido roer o gel -, nunca me deparei com a tal fraqueza extrema das unhas – as minhas sempre foram fracas e vão continuar a ser com ou sem gel – e desde que encontrei esta técnica fantástica que nunca estive mais de três semanas sem manutenção. Mas eis que a senhora decidiu engravidar e ter um bebé, imagine-se! Brincadeira, acho que fez muito bem, o que é preciso é miudagem para dar continuidade à espécie humana! Menos eu, neste momento, que não tenho espaço onde pôr um filho pois em cima da cama onde a criança dormiria, tenho sapatos conforme já expliquei neste post. Ou seja: mamã querida, não, não te ponhas com ideias que ainda não vais ser avó, está bem?. Mas agora muito a sério, porque isto é grave: estou há quase mês e meio sem manutenção, já fiquei sem gel em quatro unhitas – culpa obviamente minha, mas não o consigo evitar, para além de que um mês e meio é muito tempo – e estou constantemente a tentar convencer o meu cérebro de que não quero roer unhas, mas ele não me tem dado ouvidos e eu, neste momento, temo pela vida das minhas unhas. Ter unhas é um sonho de criança. Sempre me tentei convencer de que fazia mal, sei que é um vício nojento e quando as unhitas ficam feias começo a esconder as mãos porque acho horroroso, mas não tenho culpa. Não acho que seja defeito, acho que é mesmo o meu mau feitio a funcionar.

Resultado resumido e concluindo: Lucivânia, eu sei que a tua menina precisa de ti e que é muito mais importante do que as minhas unhas ou outras unhas quaisquer, mas eu preciso de ti. As minhas unhas estão a morrer de saudades tuas e estão em desespero. Só tu as podes salvar – tu ou outra técnica, mas eu prefiro esperar por ti que és a melhor, sou uma rapariga de bons hábitos, que dizer mais? Luci, volta para mim!!! Ai!

 

26 de Setembro de 2011Permalink 10 Comments