Cozinhar é fácil!

É preciso é saber os truques… ou a marca dos truques… também funciona bastante bem. eu gosto muito dos truques cheesecake royal e scones branca de neve… e ele é só brilharetes que todo o mundo adora.

Há quem fique horas a cozinhar cheesecake e no final diz que não ficou bem, que a consistência não era a certa, que o sabor não era bem aquele, que não solidificou bem e que escorreu… eu demoro 15 minutos a fazer um cheesecake fabuloso e que calha sempre bem e que há-de saber sempre ao mesmo. E só tenho de juntar pó com manteiga, pó com leite e pó com água. E frigorífico com ele. Mais nada.

E quem diz cheesecake, diz scones que é do melhor que há. Qual passar a tarde a comer o pó da farinha qual quê? Ele é pó com leite, ovo e manteiga, amassar e fazer bolinhas. Forno 15 minutos e está! Ai o que eu gosto de juntas pó com outras coisas…

E ainda há mais um truque ou dois, um passado pela mãe que viu na televisão e que eu decidi adaptar: mousse de lima, ou de limão quando não há limas. Uma lata de leite condensado, dois pacotes de natas e sumo de lima ou de limão, normalmente quatro, mas quanto mais sumo tiver mais engrossa o preparado. Um brilharete em cinco minutos. Por cima de fruta fresca é fabuloso… O outro truque chama-se Knorr, não, não são os caldos, são pós para temperar assados. Quando dá a preguicite de ir buscar os frascos todos, é só pôr este… mas como eu sou assídua do Jamie Oliver, acabo por pôr na mesma as ervinhas todas que tenho em casa mais o preparado, fica bom, por isso alguma coisa devo estar a fazer bem.

E vocês? Também fazem pó com coisas?

31 de Agosto de 2011Permalink 16 Comments

Músicas que se colam à nossa memória…

… e que ficam lá que nem lapa na rocha.

Isto é grave, há uns dias que, na minha cabeça, só toca esta banda sonora (não vejam já, aguardem pelo final do post) e isto está-me a dar conta do juízo, que é como quem diz, está a deixar-me louca. Mas em versão “muito”. Eu desconheço o original, é do puto do momento, o Justin Bieber e o Continente – que eu adoro e venero, especialmente quando não pago a taxa de me virem trazer as compras a casa - decidiu fazer um concurso cujo conteúdo não me interessou por isso não sei ao certo como funciona, mas acho que é suposto fazer um vídeo com uma música do miúdo e enviar para lá para ganhar uma viagem aos Estados Unidos (?). Pronto, a modos que todo mundo lá queria ir – eu também, mas dispensava o concerto do rapaz – e toca de fazer vídeos e pôr no youtube. O que acontece depois, já todos sabemos, é história, vai que alguém descobre e coloca no e-mail e, do e-mail, passa para um mural de facebook e vai de mural em mural até eu dar lá com os meus olhinhos nas notificações.

Pois está claro que ninguém me obrigou a ver o vídeo. Sim, eu sei disso, mas a partir do momento em que este aparece anunciado como “as figurinhas tristes que as pessoas fazem”, desculpem lá a minha curiosidade, mas eu queria ver. E se me ficasse pelo ver sem ter o som ligado, a coisa até nem corria mal. Vemos uma miúda a tentar ganhar uma viagem aos Estados Unidos (?) e isso é absolutamente normal. O pior é que eu vi o vídeo com som, e nem é que seja muito mau, o problema é que: primeiro, o miúdo deve ser um fazedor de hits porque a melodia fica no ouvido e, segundo, a miúda do vídeo é melhor que ele, porque  desde que vi o vídeo que na minha cabeça só toca “Continente, Continente, ahh, Justin Bieber, Justin Bieber, uhh, Estados Unidos, Estados Unidos, ahh, ainda bem que lá vou!”.  E não sai daqui mesmo. Dei comigo a acordar de noite e só ouvia isto na minha cabeça, é que não dá!!! Alguém sabe a solução para tirar estas coisas dos nossos sistemas? Ou será que só passa se ouvir algo pior?

Ainda para mais é uma miúda gira, eu votava nela – então se me dissessem que assim isso me saía do arquivo é que votava!!! -, porque a música que criou é um êxito só comparável à música do Pingo Doce.

Vejam e - muito mais importante que isso – ouçam, vai ficar colado na vossa memória, desde já aviso, mas, ao menos assim, não serei a única com isto na cabecinha.

30 de Agosto de 2011Permalink 2 Comments

Concertos de Verão.

Ai o que eu gosto de concertos e de música e de todas essas coisas, a sério que gosto, mas mais ainda, gosto do espetáculo. Do espetáculo que dão os músicos no palco e do espetáculo que dão certas pessoas no público…

Há algumas regras a ter em conta quando se vai a um concerto, uma das primeiras é ver e ouvir o concerto, não sei, digo eu que acho que será uma das primeiras regras porque ao longo da minha vida concerteira tenho visto muita coisa…

Ainda ontem fui a um concerto(zito, mas concerto) e aquilo era só olhar à volta. Aliás, aqui está a prova de que era um concertozito, deu tempo e mais que tempo para olhar à volta e como ser humano que sou, fui reparando em algumas coisitas, pequeninos nadas… nomeadamente no grupo que estava à minha frente: um rapaz e três raparigas que durante a primeira música saltaram o tempo todo – mas saltar mesmo, não era só dobrar os joelhos para fingir que se salta quando estamos cansados ou sem vontade de tirar os pés do chão – e na segunda música, duas das jovens já não se aguentavam e pela terceira música, estas duas, decidiram ir refrescar-se… quando não se aguenta não se faz estas coisas, digo eu… eis que começa uma música cujo título foi anunciado com grande ênfase qualquer coisa “love” e aí é que foi a loucura. A música tinha uma letra bastante difícil, era “dance” o tempo todo e foi o que os sobrantes – o rapaz e a rapariga que ficaram – fizeram… mas desenganem-se se pensam que aquilo era outra vez saltos, ou melhor foi um salto de fé e vai que começam a dançar agarradinhos, mas agarradinhos de mais, qual slow qual carapuça, aquilo era dançar quase parado no tempo. E depois, claro, chegou o primeiro beijo… muito romântico.  A partir da terceira música acho que mais nenhum dos dois ouviu o concerto… e as outras duas não mais voltaram… porque será?

Outra regra é a de não fazer idiotices de que nos arrependeremos mais tarde, especialmente se houver fotografias… por exemplo, é capaz de não ser boa ideia enrolar os pauzinhos luminosos no cabelo… porque não fica lá muito bem, nem muito fashion… até para quem nada perceba de moda isto é capaz de ser básico. A pergunta que se impõe é: durante o dia e para ir à escola ou para o emprego vocês iriam com um pauzinho luminoso enrolado num pedaço de cabelo? Não? Não mesmo? Mas porquê? Será porque seria ridículo? Talvez?… Pois, se à luz do dia e da sobriedade vos pareceria ridículo, se calhar é porque de noite e com uns copitos também não fica bem… digo eu…

Para além destas regras acho que não há muitas mais, é mesmo divertirem-se e mais nada… mas tentem não infringir estas regras porque, normalmente, não estão sozinhos no recinto do concerto e há público, para o espetáculo do palco, e para todos os outros. ihihih.

29 de Agosto de 2011Permalink 4 Comments

Os diferentes tipos de noivas.

Tenho uma grande amiga que vai celebrar a sua relação, casando. É um passo pensado e que acaba por fazer sentido no caminho de quem está de bem com a vida e que quer celebrar isso mesmo, a felicidade. Como tal, esta notícia fez-me voltar aos meus arquivos de casamento e lembrar-me dos vários tipos de noivas.

Aqui vai:

Noiva nº1 – É aquela que está a mil à hora.

Durante os preparativos esteve obcecada com pormenores que não lembram a ninguém e até escolheu e personalizou os talheres do corte do bolo. Na véspera de casar não dormiu a noite toda e quando o despertador tocou já ela tinha tudo pronto e já estava à porta do cabeleireiro à espera que abrissem a porta – algo que só aconteceria uma hora depois. Durante o dia esteve sempre stressada, só se preocupou se os convidados estavam bem e esqueceu-se completamente que estava no seu próprio casamento e acabou por não aproveitar a sua própria festa. Os convidados adoraram, claro, mas o que importava aqui era que os noivos tivessem aproveitado e isso não aconteceu. A sério, ninguém se lembra das fitas na faca do bolo! Vá, perguntem aos vossos convidados. Perguntem isto: “Como eram os talheres com que cortamos o bolo?” Esperem pelas respostas – e não, não vale perguntar à madrinha que ajudou a escolher e personalizar!

Noiva nº2 – Está mais lenta, tipo a cem à hora.

Não tratou dos talheres porque, como é mais lenta, já não teve tempo, mas tinha intenção de tratar deste assunto. Ficou o desejo, só. Na véspera teve insónias, adormeceu tarde e dormiu mal. Quando o despertador tocou, já tinha os olhos bem abertos e levantou-se imediatamente, estava só à espera que este tocasse que era para se levantar. O dia foi mais ou menos aproveitado, mas teve o seu momento de egoísmo e acabou por decidir que o casamento era seu. Abriu o bolo com os talheres da quinta e em vez de pensar “Que feliz que estou!”, pensou “Os talheres que eu queria eram bem mais bonitos.”

Noiva nº3 – A noiva perfeita.

Preocupou-se com os preparativos na medida certa, fez o que era preciso fazer e o que achou estar a mais ou ser pindérico aboliu. Na véspera adormeceu cedinho – porque já estava tudo pronto – e acordou bem disposta quando o despertador tocou. Viveu o dia na sua plenitude, recebeu os convidados, divertiu-se dentro da medida e chegou ao final do dia cansadita. Feliz, mas cansadita.

Noiva nº4 – A noiva desleixada.

Foi tratando dos preparativos que podia e conforme podia. O que não deu para fazer, não fez. Na véspera não  dormiu porque sabia que não tinha o trabalho de casa feito e como tal, não pregou olho toda a noite. O dia passou muito devagar, porque sem o trabalho feito, o casamento foi uma seca.

Noiva nº5 – A noiva zen.

Tratou de tudo o que queria e depois relaxou. Tanto que na véspera adormeceu tarde porque esteve a ultimar tudo, mas ficou de tal maneira descansada que depois, de manhã, quando o despertador tocou, desligou-o, virou-se para o outro lado e foi dormir outra vez, e outra, e outra, até o pai perguntar a que horas devia estar no cabeleireiro. A noiva, sem stress, reponde “Às oito, porquê?”, “Mas não é de hoje que já são oito e dez.”, “Bem, acho, então, que me vou pôr a pé para ir casar…”. Durante o dia, só se preocupa com o seu dia. Foi o que fez melhor, já que preparou há que usufruir. “Quem quiser atenção, que case!”

Gostava muito de ter sido a noiva nº3, mas a verdade é que eu fui a noiva nº 5. E tu? que noiva és?

27 de Agosto de 2011Permalink 2 Comments

Sejamos simpáticos com quem nos atende

Os serviços servem para isso mesmo, para servirem, mas há limites. As pessoas não são escravas do emprego que têm e por já ter trabalhado com o público sei que as pessoas às vezes ultrapassam os limites do razoável. Mas há um serviço em especial que eu trago sempre no coração: a restauração. Comidinha mesmo!!! Pois, porque eu vou comer o que me derem para comer e porque eu gosto da minha comidinha feita assim, com muito amor e carinho. Toda a gente sabe que a comida sabe melhor quando é feita por alguém que se dedicou de alma e coração ao prato que faz – desgraçado do marido que comeu muito bife sem tempero – e a verdade é que deixar a pessoa mal disposta não vai fazer com que a comidinha fique melhor de repente, mas pode fazer com que piore e isso é que não, por favor. Há quem diga que sou um bocadinho tinhosa, mas quando chego perto de um serviço de restauração transformo-me. Sou toda sorrisos, viro simpática – verdade!!! – e é só “muito obrigada pela simpatia” “não se importa de…” “mas só se não for incomodar”. Ah pois. Tem de ser. Mas para muitos não é. Mas devia. O que é que custa ser-se simpático nos serviços? A pessoa do outro lado fica agradada e trata-nos bem de volta. Melhora o dia da pessoa que atende, da pessoa que é atendida e ainda aumenta a probabilidade de termos um serviço melhor, porque do outro lado não temos alguém com vontade de nos despachar, correndo o risco de não ficarmos com tudo tratado.

É muito mais fácil tratarmos bem as pessoas, e, se começarem já, vão poupar o tempo que eu gastei a descobrir a pólvora. Já não é a primeira vez que, quando vou ao shopping comer, a certa altura alguém me pergunta “Conhecias a funcionária?”. Não, conhecer não conhecia, mas ela estava claramente a ter um dia mau e eu apenas fui simpática e disse que já faltava pouco para o dia terminar. Consegui um sorriso, bom atendimento e, melhor de tudo, ajudei a que o dia daquela pessoa ficasse um pouquinho melhor. Aliás, se as agências de rating funcionassem com pessoas – claramente, são máquinas que lá trabalham – era mais um serviço onde eu quebraria gelo, depois queria ver se ainda nos chamavam de lixo…

Vão todos fazer o mesmo? Sim? Certo, então.