…já em modo rescaldo e mais descansada.
A noite de concertos na cidade do rock foi fabulosa e quanto aos concertos, nem é preciso dizer nada. Foram fabulosos e adorei vê-los/revê-los a todos.
Agora, e como isto é, muitas vezes, um blog de escárnio e de maldizer, aqui a Maria tem algumas coisas a acrescentar…
Ponto número um: De camioneta, demorei mais de cinco horas a chegar do Porto a Lisboa!!! Bolas!!!
Ponto número dois: Demorei cerca de uma hora para entrar no recinto! As portas abriam tarde de mais, na minha opinião e não era possível escoar tanta gente ao mesmo tempo. As filas eram intermináveis!
Ponto número três: não fui revistada, não me olharam para dentro da mochila que abri para poupar trabalho, mas parecia que ao invés de poupar, lhes estava era a dar mais trabalho, porque quando apresentei a mochila a senhora afastou-a e disse “Passe rápido, siga!” e nem para lá olhou. Se levasse uma bomba era na boa, porque ninguém me revistou, nem ninguém se preocupou em saber o que é que eu levava na mochila…
Ponto número quatro: Eu só bebo água (ou sumos) nestas andanças, porque estou longe de casa, porque não sei quem vai calhar ao meu lado no concerto e porque confio em mim e nos meus, mas não confio em quem não conheço, certo? Certo, pois nem toda a gente pensa assim. Há quem fume droga o concerto todo e me mande comportar a mim (por estar num concerto e ter embarrado em sua excelência). A pessoa em questão, já devia ter juízo no alto dos seus trinta e tal anos. Isso sim é ridículo.
Ponto número cinco: A mesma pessoa referida no ponto quatro, não conhecia a banda que estava a ver, foi fazer companhia ao marido que também não conhecia a banda, mas alguém lhes deve ter dito que Linkin Park era giro… acreditam que a dita senhora passou o concerto todo a tapar os ouvidos? Eu não acho normal… e ainda acho menos normal que depois de passarem um concerto inteiro a fumar o que não deviam o senhor tenha colapsado e caído no meio do chão. Mais informo que fiz um bocadinho de bulying, confesso… quando a senhora decidiu armar os cotovelos para quem estava atrás se magoar, arrependeu-se (e mais não digo).
Ponto número seis: a certa altura pensei “Se acontece alguma coisa, como é que eu saio daqui?”. Pois, não saía…
Ponto número sete: Há gente muito idiota que não sabe que vai a um concerto, quando vai a um concerto. É perfeitamente normal haver gente a passar de um lado para o outro. Não é normal é uma parva qualquer insultar toda a gente (em especial os que pediam para passar educadamente) que passava. E discutir com as pessoas. E agir como se tivesse cinco anos de idade e decidi-se fazer birra. Dizia ela que estava “Colada ao chão”, mas quando as pessoas tentavam seguir por outro lado, ela descolava-se e ia para esse outro lado… Não sei como não apanhou, mas só estive perto da aberração durante o primeiro concerto, por isso não posso garantir que tenha acabado a noite de boa saúde. Ninguém gosta de ter que se afastar para alguém passar, mas se alguém nos pede educadamente, não estou a ver qual é o problema em deixar passar. Nestas alturas, costumo lembrar-me dos versos da música “Closing time”, dos Semisonic: “Closing time. You don’t have to go home, but you can’t stay here” que é o mesmo que dizer “Ó amigo, passa lá, não podes é ficar à minha frente!”.
Ponto número oito: De camioneta, demorei três horas e meia com pausa de Lisboa ao Porto. Diz o marido que ia com tanto medo da condução do motorista que nem pregou olho o tempo todo! Eu não notei nada, estive sempre a dormir…